Delegado detalha o assassinato de Mariana Costa e comenta frieza de acusado - Jornal da Ilha Grande Piauí

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Delegado detalha o assassinato de Mariana Costa e comenta frieza de acusado

O delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Lawrence Melo, detalhou em entrevista à Rádio Timbira, a dinâmica do assassinato da jovem Mariana Costa ocorrido no último dia 13.
Segundo ele, que cita laudo de necrópsia, o crime ocorreu entre as 15h e às 16h e Lucas Porto é o único adulto que aparece no local nesse intervalo. O delegado também revelou que há marcas de arranhões nos braços, tórax e pescoço dele.
Mariana Costa
Mariana Costa
“Lucas Porto é a única pessoa, o único adulto, que está presente no apartamento da vítima entre as 15h e às 16h. Esse horário foi apontado na necrópsia como sendo o horário em que a vítima foi assassinada”, declarou
De acordo com Lawrence, as imagens do circuito interno de TV do condomínio onde morava a vítima, no Turu, mostram a chegada e a saída do suspeito.
“Aparece o senhor Lucas chegando ao local, apertando o 9º andar no elevador, se dirigindo para o apartamento da vítima e meia hora, 40 minutos, depois ele sai desse apartamento correndo, bastante nervoso, suado, com o rosto mesmo transtornado, a roupa bagunçada e, ao invés de usar o elevador, desce correndo pelas escadas”, completou.
O delegado destaca que a análise da expressão corporal nesse momento leva a crer que o empresário “havia participado de algum evento que teria mexido muito emocionalmente com o suspeito”.
“Num segundo momento o acusado para, no térreo, e passa a mão no rosto, passa a mão na cabeça, balança a cabeça de forma negativa, como demonstrando aí que havia participado de algum evento que teria mexido muito emocionalmente com o suspeito”, ressaltou.
Segundo a Polícia, Mariana foi morta por esganadura e posterior sufocamento, provavelmente com a utilização de um travesseiro. A vítima tinha marcas pelo corpo e foi encontrada nua. Foram realizados exames através da saliva do principal suspeito, o cunhado, Lucas Porto, para saber se houve crime sexual.
Até o momento não foram encontradas as roupas que Lucas usava no momento do crime, ele apagou todos os dados do telefone, mas a Polícia não tem qualquer dúvida que o caso trata-se de homicídio.
Suspeito esteve com a vítima horas antes
Horas antes do assassinato de Mariana Costa, o principal suspeito, empresário Lucas Porto, publicou uma foto no seu Instagram com a vítima, suas próprias filhas e as duas sobrinhas. Eles foram com familiares a uma festa da Igreja Batista do Olho D’Água.
Segundo depoimento de vizinhos, Lucas deixou Mariana e as filhas no prédio, mais tarde voltou ao apartamento da cunhada, passou cerca de 40 minutos no local e foi embora às pressas e cheio de escoriações. Mesmo o apartamento sendo no nono andar, ele evitou pegar o elevador.
Nervoso, fez algumas ligações e depois voltou ao local, quando a Polícia já tinha chegado ao prédio. Os policiais olharam as imagens da câmeras, perceberam a movimentação suspeita de Lucas e deram voz de prisão a ele.
Frieza
Lucas Porto demonstrou frieza ao consolar familiares da vítima após sua morte. Na noite do crime ele foi até o hospital São Domingos, para onde Mariana foi levada às pressas, e lá prestou solidariedade à família dela. Ficou por pouco tempo, conversou com algumas pessoas e depois foi embora.
Ele se negou a liberar as imagens das câmeras de seu apartamento, do qual é síndico. A polícia queria saber a que horas ele retornou à sua casa. Nas imagens de câmeras do prédio da vítima, Lucas aparece entrando no apartamento e saindo 40 minutos depois. Ele corre pelas escadas. Estava suado e balançava a cabeça em sinal negativo, demonstrando nervosismo. Ele também apagou diversos contatos e conversas do celular e também o histórico de localização.
“Ele conta várias versões que não batem”, disse o delegado Lúcio Rogério Reis, do Departamento de Homicídios da Capital. “A roupa que ele usou, por exemplo, sumiu. Não está nem na lixeira nem na sala, em lugar algum”, continuou. Além disso, Porto está com alguns arranhões no corpo, principalmente no rosto e no peito, que são, segundo o delegado, típicas de situações em que a vítima “tentou sair do ataque”.
A polícia vai aguardar até o final de semana pela conclusão dos exames periciais, entre eles o que investiga violência sexual. “A informação preliminar é de que não houve conjunção carnal, mas só o exame poderá concluir”.
Perícia técnica e rastreamento das ligações são decisivas
O resultado da perícia técnica e o rastreamento das ligações efetuadas pelo empresário Lucas Leite Ribeiro Porto são fundamentais para o desfecho do assassinato da publicitária Mariana.

Para a perícia técnica realizada pelo Instituto de Genética Forense foi coletado material orgânico nas unhas e saliva da vítima, que permitirão que sejam realizados exames sobre o envolvimento de Lucas com o crime. Marcas de sangue e pelos corporais também podem incriminar o principal suspeito.
Outra linha que a polícia atua deve ser no rastreamento das ligações telefônicas que Lucas Porto realizou após sair do apartamento da vítima. Nelas, o acusado pode ter revelado o que realmente aconteceu. Nas imagens de câmeras do prédio da vítima, Lucas aparece entrando no apartamento e saindo 40 minutos depois. Ele corre pelas escadas. Estava suado e balançava a cabeça em sinal negativo, demonstrando nervosismo.
“A vítima foi encontrada pela sua prima, com o travesseiro sobre o rosto. A necropsia e o laudo pericial demonstram que a vítima sofreu esmagadura e sufocação, ocasionando sua morte. Foram realizados todos os exames periciais, tanto na vítima como no suspeito, para que se possa ajudar na identificação do autor do homicídio. Foram constatadas marcas e lesões, nos braços, peito e pescoço de Lucas Porto”, disse o delegado-geral de Polícia Civil, Lawrence Melo.
Relato de uma vizinha
O blog Jornal Pequeno teve acesso a um áudio de uma moradora do Condomínio Garvey Park, na Avenida São Luís Rei de França, no Turu, em São Luís, onde a jovem evangélica Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos, foi assassinada ao que tudo indica, pelo empresário do ramo de engenharia civil, Lucas Leite Ribeiro Porto, de 37 anos.
“Mas aqui, no prédio, o povo estava falando assim: Quando encontraram ela todo mundo suspeitou do marido dela, porque diz que o marido dela era um drogado e tal, batia muito nela, mas aí o Rodrigo como é o síndico, foi olhar nas câmeras, dona Léía, e sabe o que estão suspeitando?! Que foi o cunhado dela, o marido da irmã dela que matou ela. Eu acho que ele tentou, porque encontraram ela, ela já estava com um lado do rosto todo roxo, os braços já estavam lá todo roxo, aí acho que ele tentou estuprar ou estuprou porque ela estava nua né ?! Até por que merma se foi ele, logo logo vai saber porque vai ter um monte de impressão digital. Aí escuta, ele veio deixar ela da Igreja, porque ela é muito evangélica né?! Porque hoje teve uma festa na Igreja dela, aí tiraram um monte de foto, a gente tava olhando as fotos dela , aí eu sei que ele veio deixar ela, aí depois ele voltou de novo, aí nas câmeras mostram lá, depois ele voltou de novo, aí nas imagens lá aparece ele apertando no nono andar, aí ele passou quarenta minutos, lá no prédio, dentro do apartamento.Aí depois ele sai correndo do apartamento ele nem pegou o elevador, ele desceu pelas escadas. Aí quando chega ali perto do salão de festas, ele pega o celular, ele tá muito soado, é muito nervoso e começa a fazer ligação. Aí ele sai, é só porque nas câmeras da de ver tudo isso aí, aí ele veio, na hora que ele chegou aqui o delegado já estava aqui, só que o delegado já tinha visto, a Luana falou para o delegado: ‘olha esse aqui que aparece nas câmeras e tal’ , aí o delegado já pegou ele, já pegou ele para poder investigar entendeu?! Para saber se foi ele mesmo e tal, é porque a gente não sabe, aí depois não fiquei mais sabendo de nada, a Luna não veio mais falar pra gente. Mas agora a suspeita está entre o sobrinho…. como é que se fala?! Aí meu Deus do céu, o marido da mulher dele, o genro, tá suspeitando que é ele, mais tudo indica, do Léia que foi ele, tudo indica. Por que que ele estava nervosos? Por que ele desceu correndo as escadas? O marido dela, dona Léia, saiu para trabalhar, tá nas câmeras lá, de manhã cedo e até agora ainda não voltou mais em casa. Porque aqui tem câmera, dá de ver tudinho, só vê o cunhado dela vindo, ele veio primeiro deixar ela da Igreja, aí depois ele saiu, aí depois ele voltou de novo, aí passou quarenta minutos e foi, e depois saiu correndo pelas escadas”, contou uma vizinha.