DESESPERO: PAI DE FAMÍLIA SE AJOELHA E IMPLORA POR MORADIA AO PREFEITO - Jornal da Ilha Grande Piauí

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

DESESPERO: PAI DE FAMÍLIA SE AJOELHA E IMPLORA POR MORADIA AO PREFEITO


No final da tarde da última quinta-feira (08), a equipe do Portal de Olho esteve presente no bairro renascer I, mais precisamente, na obra inacabada do que seria uma escola modelo para crianças. Dessa vez, a denúncia não foi do abandono da obra, mas sim, de uma das situações mais tristes já noticiadas: Um pai, uma mãe e quatro filhos vivendo em condições desumanas por não terem para onde ir.
A família do senhor Francisco resolveu morar na obra abandonada, após serem despejados na casa em que viviam. Segundo o pai de família, não houve mais condições de pagar o imóvel e acabaram ficando sem ter para onde ir. “Ficamos sem um teto, e eu tive que vir me abrigar aqui. A situação é essa que vocês estão vendo. Estamos nas mãos de Deus”, disse emocionado.
O conselho tutelar já se fez presente várias vezes no local, segundo a mãe, comunicando que se os mesmos permanecerem naquela situação, irão ter de encaminhar as crianças para um abrigo. “Do jeito que vai, infelizmente ficarei sem ver meus filhos. Pois nós não temos para onde ir. Estamos desesperados”, comentou a mãe que mesmo diante das dificuldades mantém os três filhos mais velhos na escola.



Seu Francisco relatou que a assistência social do município providenciou uma casa para ele no bairro matadouro, com um prazo de 03 meses, até que o desempregado se estabilize. Entretanto, segundo ele, o imóvel sequer possui Água e Energia Elétrica, o que impossibilita ele de ir pra lá. “Se é pra ir pra longe da escola das crianças, pra um lugar sem água e luz, prefiro ficar aqui. Meus vizinhos estão nos ajudando. Deus há de iluminar a todos. Nossa situação é essa, pedindo um balde de água a um e outro. Não temos banheiro, e ai está as crianças correndo no meio das fezes”, desabafou.
“Senhor prefeito Ribinha, eu imploro para o senhor que me ajude. Eu já lhe ajudei, agora eu que estou precisando. Queria muito ter um teto para chamar de meu. Não estou lhe pedindo emprego, estou lhe pedindo uma casa. Eu me ajoelho e lhe peço até pelo amor de Deus que me ajude. Não quero ficar longe dos meus filhos e da minha família. Se o senhor tem coração, o senhor vai me ajudar”, finalizou seu Francisco que encontra-se à disposição daqueles que queiram ajudar a sua família, seja do irresponsável poder público municipal de Campo Maior ou não.