Árbitra agredida dá entrevista: “Se eu tivesse de frente, ele tinha esbagaçado a minha cara” - Jornal da Ilha Grande Piauí

terça-feira, 4 de junho de 2019

Árbitra agredida dá entrevista: “Se eu tivesse de frente, ele tinha esbagaçado a minha cara”

(Foto: Reprodução TV Clube)


A árbitra Eliete Fontenele rompeu o silêncio e explicou o que aconteceu momento antes de ser agredida covardemente pelo estudante Rodrigo Quixaba, enquanto apitava um jogo de futsal em Parnaíba, litoral piauiense. A entrevista foi concedida à Rádio TV Meio Norte, na manhã desta terça-feira (04/06), momento em que a vítima desabafou: “Se eu não tivesse de lado, ele tinha esbagaçado a minha cara todinha”, explicando que a expulsão do acusado foi o ápice para a violência sofrida.


Um vídeo (assista a seguir) mostra toda a cena de agressão que viralizou na noite da última segunda-feira (04/06), durante um campeonato que ocorre nas dependências da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPA). Nas imagens, é possível ver com clareza o momento em que a árbitra levanta o cartão vermelho para Rodrigo, que, insatisfeito, revida com os socos contra a decisão de Eliete.

Antes de reprimir Rodrigo com o cartão vermelho, Eliete havia expulsado outro jogador do mesmo time do agressor devido à outra briga entre jogadores dos times em quadra. O acusado tomou as dores do parceiro e foi tirar satisfação com a árbitra, que também o expulsou. Imediatamente à decisão, o estudante da UFDPA reage violentamente, com vários socos seguidos, contra Eliete.

           



VÍTIMA QUER JUSTIÇA:

Rodrigo Quixaba Foto: Reprodução Facebook

“Eu jamais vou deixar alguém me agredir e também a regra não permite. Quando ele fez isso [empurrou a árbitra], eu dei dois passos para trás e ele disparou o primeiro soco. Eu me desviei do primeiro, mas o segundo e terceiro não teve como. Aí ele me derrubou. Se eu não tivesse de lado, estando de frente, ele tinha esbagaçado a minha cara todinha. A minha boca está toda cortada”, desabafou Eliete.


Em outro momento da entrevista, a vítima diz que quer justiça não somente contra a agressão que sofreu, mas pela categoria de árbitros que atuam no Piauí. “Aconteceu comigo e qualquer hora pode acontecer também com eles. E eu não vou deixar. Isso não vai ficar em pune”, disparou.


PM FEZ BUSCAS DE MADRUGADA


Na noite de ontem, a UFDPA divulgou uma nota de repúdio à imprensa e nas redes sociais. O texto garante que as atividades desportivas do campeonato estão proibidas até a apuração do ato violento contra Eliete. A universidade ainda destaca solidariedade à árbitra e se diz contra qualquer ação de violência. Na manhã de hoje, o coronel Pacífico informou ao OitoMeia que a Polícia Militar (PM-PI) realizou buscas até de madrugada, mas não encontrou Rodrigo no endereço onde mora, casa de amigos e parentes ou na rodoviária.

Fonte:OitoMeia