Mulheres são presas por tortura após obrigar criança a comer arroz cru com óleo - Jornal da Ilha Grande Piauí

sábado, 1 de junho de 2019

Mulheres são presas por tortura após obrigar criança a comer arroz cru com óleo

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Segundo a polícia, a própria agressora fez vídeo em que agride criança e depois denunciou a amiga mãe do menino como autora do ato. Mãe foi presa por não ter impedido agressão.
A Polícia Civil prendeu duas mulheres em Bálsamo, interior de São Paulo, nesta quinta-feira (30) por suspeita de tortura contra o filho de uma delas, de 8 anos. O menino foi obrigado a ficar ajoelhado sobre grãos de arroz enquanto comia arroz cru com óleo .
A ação foi toda filmada, segundo a polícia, pela própria agressora, que depois fez uma denúncia contra a mãe do menino, amiga dela, no Conselho Tutelar. No vídeo que mostra a agressão, o garoto aparece ajoelhado, de frente para uma parede e com a cabeça baixa, enquanto uma mulher fala com ele.
“Põe uma colherada na boca e mastiga. Você não temperou o arroz? Agora você vai comer!”, diz a mulher. O menino leva, então, uma colher até a boca. “Vai! Um, dois… Isso! Mastiga! Não tô vendo você mastigar. Tá gostoso? Deixa eu ver o tanto que tem no copo ainda”, completa a mulher diante do menino, que permanece calado e ajoelhado, com os braços cruzados segurando um copo.
Em outro trecho do vídeo, a mulher pede pra ver a boca da criança. “Acabou? Abre a boca! Aee! [em tom de comemoração]. Vai pôr mais óleo no arroz?! Vai pôr mais fogo no sofá?! Vai bater na cara de alguém na escola?! […] Agora que você aprendeu o que é ser homem, você vai lá na sua mãe e vai pedir perdão pra sua mãe de joelho. Você vai lá beijar o pé dela”, diz a mulher.

Mãe não impediu agressão

A mãe da criança não aparece nas imagens, mas, ao prendê-la, a polícia considerou que a mulher não tentou impedir os atos da amiga contra o menino. As duas estão presas, provisoriamente, por 30 dias. A criança está sob os cuidados do Conselho Tutelar.
As prisões ocorreram após a amiga denunciar a mãe como responsável pelo ato. Em seguida, o caso foi levado pelo Conselho Tutelar à polícia e investigadores identificaram, com base no vídeo, que a autora da denúncia foi quem cometeu a agressão.
De acordo com o boletim de ocorrência, a agressora disse para a conselheira tutelar que fez a denúncia porque não aguentava mais ver a criança sendo torturada. O Conselho Tutelar informou à polícia que a mãe confirmou que tinha ciência da agressão feita pela amiga.