Juíza manda soltar mulher presa com drogas nas partes íntimas no HUT - Jornal da Ilha Grande Piauí

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Juíza manda soltar mulher presa com drogas nas partes íntimas no HUT

A juíza Patrícia Luz Cavalcante, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina, concedeu liberdade a Mylla Sayonara Costa Oliveira, presa no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) com maconha em suas parte íntimas. A acusada tentou entrar com o entorpecente na Casa de Custódia. A decisão é de quartafeira (07). Na decisão, a magistrada considerou que não existe a necessidade de decretar uma prisão preventiva, pois a conduta criminosa não foi realizada com uso de violência contra alguém. “Pela leitura dos mencionados dispositivos processuais, observo a análise concreta acerca da desnecessidade de decretação de prisão preventiva, por ora. Não se trata de conduta cometida com violência contra pessoa ou mesmo coisa. Observo atentamente, a necessidade de homogeneidade das medidas aplicáveis com eventual conclusão do feito”, destacou. 




Ainda segundo a juíza, a acusada deve comparecer a cada dois meses na Central Integrada de Alternativas Penais (CIAP) e sempre que for intimada e não poder deixar a Comarca de Teresina por mais de 8 dias.

 Entenda o caso:

Uma mulher identificada como Mylla Sayonara Costa Oliveira foi presa terçafeira (06), no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) com 50 gramas de maconha que estava dentro de suas partes íntimas. A suspeita foi abordada após tentar entrar na Casa de Custódia com o entorpecente na tarde de hoje e em seguida foi encaminhada para a unidade hospitalar. O coordenador da Delegacia de Repressão e Prevenção ao Entorpecente (DEPRE), delegado Cadena Júnior, informou que a acusada já entrou outras duas vezes na unidade prisional com drogas nas partes íntimas. Com informações de que acusada tentaria entrar novamente com drogas na unidade prisional, os agentes penitenciários abordaram a suspeita e a encaminharam para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde foi realizada a retirada da droga. Ainda de acordo com o delegado Cadena Júnior, o entorpecente seria vendido no presídio pelo dobro do preço que é vendido fora de unidades prisionais. A acusada relatou para policiais da DEPRE que comprou o entorpecente por R$ 250,00