Venda de manga verde com sal a R$ 2,00 chama a atenção de pedestres e motoristas - Jornal da Ilha Grande Piauí

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Venda de manga verde com sal a R$ 2,00 chama a atenção de pedestres e motoristas





Venda de manga verde com sal a R$ 2,00 chama a atenção de pedestres e motoristas

Uma combinação inusitada muito comum na Amazônia passou a gerar renda para um vendedor de rua em Macapá. Naldo Correia dos Santos, de 36 anos, passou a comercializar numa esquina do Centro porções de manga verde com sal. A venda foi a alternativa para driblar a falta de emprego e dar uma vida melhor para as duas filhas, de 8 e 9 anos.
Desempregado há cerca de oito meses, ele diz que não encontrou mais vagas na antiga função, que era de operador de máquinas pesadas. Depois de ter passado por alguns ‘bicos’, teve a ideia de vender a manga verde com sal. O produto vem limpo e já cortado no valor de R$ 2.
A procura é grande, segundo ele, que ocupa um pequeno espaço na esquina da Rua General Rondon com a Avenida Presidente Vargas, ao lado da Universidade do Estado do Amapá (Ueap).

Naldo Correa oferecendo a fruta para pedestres que passavam pelo local — Foto: John Pacheco/G1
Naldo Correa oferecendo a fruta para pedestres que passavam pelo local — Foto: John Pacheco/G1

O ponto foi pensado no grande movimento de estudantes, público que consome bastante o produto. Na esquina, os motoristas também param para comprar a manga cortada ou em sacos com unidades inteiras vendidas a R$ 5.
“Vendo cerca de 40 pacotes por dia, e tem dias que faturo até R$ 150 reais. Meu irmão me ajuda também, junto as mangas nas árvores da cidade e peço às vezes na casa de algumas pessoas, que me autorizam a entrar. É uma oportunidade de renda”, conta.

Ponto de venda fica em esquina movimentada do Centro da capital — Foto: John Pacheco/G1
Ponto de venda fica em esquina movimentada do Centro da capital — Foto: John Pacheco/G1

A estudante Caroline Lázaro, de 19 anos, comprou pela primeira vez a manga com sal vendida por Naldo e disse ter se surpreendido.
“Fiquei assim: Como ninguém pensou nisso antes? Eu gosto muito da combinação e como sempre em casa, mesmo não exagerando muito no sal”, disse a acadêmica de engenharia.
O trabalho de Naldo inicia logo cedo, quando sai de casa no bairro Congós, na Zona Sul, em direção ao local de venda. As vendas começam por volta de 10h e seguem até o fim da tarde.

Manga verde sendo descascada para ser vendida com sal — Foto: John Pacheco/G1
Manga verde sendo descascada para ser vendida com sal — Foto: John Pacheco/G1
Fonte: Matéria: G1