Mãe esfaqueia partes íntimas de homem que abusou de sua filha





Um carpinteiro de 39 anos teve a prisão temporária decretada após ser acusado de estuprar uma menina de sete anos em Praia Grande, no litoral de São Paulo. De acordo com as autoridades, o criminoso chegou a ser esfaqueado pela mãe da criança após ela saber do ocorrido, e acabou hospitalizado. A Polícia Civil trabalha para identificar outras possíveis vítimas.


Conforme apurado pelo G1 nesta quinta-feira (4), o carpinteiro foi esfaqueado no bairro Sítio do Campo. Acionados após uma denúncia de que havia um homem ferido no local, os militares encontraram o rapaz consciente. Em um primeiro momento, ele se negou a explicar o que havia acontecido. De lá, o suspeito foi socorrido ao Hospital Irmã Dulce.

Já no hospital, uma equipe da Polícia Civil encontrou o suspeito enquanto ele era preparado para passar por uma cirurgia. Na ocasião, o carpinteiro relatou aos policiais que não se lembrava do ocorrido. Segundo as equipes médicas, o paciente foi esfaqueado no abdômen, no saco escrotal e no pênis, permaneceu sob observação após a cirurgia e recebeu alta.

De acordo com informações apuradas pelo G1 nesta quarta-feira (3), a responsável pelas facadas foi até Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande e confessou o crime. Às autoridades, a mulher afirmou que, em um estado de fúria, ela foi até a casa do suspeito e o esfaqueou após descobrir que a filha havia sido abusada por ele.

A mãe conta que descobriu os estupros após ouvir uma conversa entre a filha e outras duas meninas, sobrinhas do criminoso, de seis e oito anos, onde a vítima e uma das crianças relataram os abusos. Elas afirmaram que os estupros aconteciam nas vezes em que dormiram na casa do carpinteiro, conforme a mãe relatou à polícia.


Após ouvir os relatos, a mulher chamou as irmãs do suspeito, mães das outras crianças, para que também ouvissem as acusações. Ela contou que, enfurecida, foi até a casa do carpinteiro e, com uma faca de cozinha, o esfaqueou. Ele também teria sido agredido por outras quatro pessoas durante o ataque.


Prisão temporária

Antes de denunciar os estupros à polícia, as irmãs do suspeito afirmaram que não prestariam queixas pela tentativa de homicídio caso a mulher não registrasse o boletim de ocorrência pelo abuso. Ela não aceitou e apresentou a denúncia à polícia.

Em posse das denúncias, a equipe da DDM de Praia Grande registrou o crime de estupro de vulnerável e pediu a prisão temporária por 30 dias do criminoso. Após a 1ª Vara Criminal do município aprovar o pedido, os policiais civis fizeram buscas e localizaram o criminoso em casa, onde foi detido.

Além da prisão do carpinteiro, as autoridades também solicitaram a realização de exames de corpo delito junto ao Instituto Médico Legal (IML) da vítima e de outras crianças, a fim de determinar se o homem também abusou de outras vítimas. O caso permanece sob investigação.
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